terça-feira, 6 de março de 2018

O que são os Devas?

Mente aberta

Os devas são seres de vários níveis e gradações de energia e consciência. Estão ligados indissoluvelmente à natureza. O filósofo Tales de Mileto afirmou que “todas as coisas estão cheias de deuses”, essa é uma clara referência a presença dos devas na natureza.

Devas são etéricos, situam-se em radiação de uma oitava acima da matéria física, sendo invisíveis aos olhos humanos. Seus corpos possuem uma luminosidade excepcional, por isso são chamados de “seres radiantes” ou “divindades resplandecentes”. Sua missão divina é cuidar da natureza, moldando as formas da matéria e da vida seguindo a orientação dos princípios ou arquétipos estabelecidos desde o princípio dos tempos. Os devas são, na Índia, o equivalente ao termo “anjo” na tradição cristã. Em várias culturas, eles fizeram parte da mitologia dos povos e estiveram presentes do imaginário popular. Os devas e a natureza são expressões de uma mesma coisa. Os devas estão conectados a leis naturais, cada qual dentro de uma tonalidade vibratória. Canalizando esse tônus de energia sutil, eles moldam a matéria, a forma e a vida dos minerais, vegetais, animais e humanos, correspondendo sempre ao fundamento da lei e do arquétipo.

É Possível ao ser humano comungar com os devas?

Sem dúvida, não há limites para a convivência entre o reino humano e o reino dévico. Ambos devem se compreender e trabalhar conjuntamente para a harmonia do Universo visível e invisível. Quando o ser humano conseguir estabelecer um contato íntimo com os devas, sua felicidade se expandirá para muito além do estado atual.

É importante enfatizar que existem graus variados de consciência nos devas, dos inferiores aos superiores, e cada qual canaliza uma qualidade específica de energia, a qual experimenta em si e traduz em vibrações etéreo-físicas que vão se condensando até se tornarem visíveis e palpáveis.

Já que os devas e a natureza são expressões diferentes de uma mesma coisa, a medida que vamos nos ligando a natureza, também comungamos com os devas. Protegendo a natureza e ajudando a preservá-la, estamos trabalhando em conjunto com esses seres.

Por que existe a necessidade de entidades espirituais que aplicam as leis naturais nos diferentes planos? Se é uma lei, ela não deveria se consumar automaticamente?

Toda lei, enquanto princípio supremo, possui gradações sutis elevadíssimas, ao que se faz necessário um agente com inteligência e consciência capaz de cumprir a lei e reduzi-la a níveis cada vez menores de existência e realidade. Podeis observar o mesmo processo na vida humana: o policial não cuida do cumprimento de uma lei dentro de contextos densos e pesados, enfrentando toda sorte de roubos, seqüestros, fazendo a contenção de ações diversas de violência contra a sociedade? Não é ele também um defensor e aplicador da lei humana? O juiz, dentro de um contexto diferente e menos denso e pesado, não executa também a tarefa de julgar casos onde haja necessidade decidir sobre o bom cumprimento da lei? A figura do fiscal, não observa e fiscaliza a aplicação da lei? Um promotor também não tem uma função parecida, sempre preservando a lei do seu desvio? Sem estes agentes, investidos do poder legal, não seria possível controlar , defender e aplicar a lei humana! O mesmo ocorre com a lei cósmica; existem agentes naturais, seres dos mais variados graus de consciência e energia, que funcionam como protetores e executores dos princípios divinos.

Existem devas bons e maus?

Não existem devas bons ou maus. Os devas são seres que cumprem leis e princípios cósmicos, sendo seguidores de ordenamentos cósmicos pré-estabelecidos. Eles não têm moral, bondade ou maldade, não há código de ética a ser seguido, mas apenas um código de execução de leis e princípios. Como não possuem ego ou personalidade, eles encaram como essencial o plano universal, e o fazem acima de seu lado pessoal. O conjunto prevalece sobre a parte. O que para o ser humano é considerado mau, perverso, pecaminoso, para um deva é apenas o fazer cumprir uma lei. Tudo flui sem complexos, traumas, medo, rancor, apegos etc. Desde que sejam criadas as condições, a lei é aplicada e se faz presente, com o concurso dos devas.

Os devas evoluem como os seres humanos?

Não, se não há individualidade nem um sentido de eu, não há perspectiva de evolução tal como o sentido de crescimento e desenvolvimento no ser humano. Porém, há outro tipo de evolução, seguindo outros padrões, a que podemos denominar insuficientemente como evolução. Sua evolução é coletiva e está ligada ao todo, diferente do ser humano que pode se adiantar em desenvolvimento espiritual para frente da média dos seres de seu tempo e tomar-lhes a dianteira, por sua dedicação e disciplina pessoal.

Há algum bom exemplo de cooperação entre humanos e devas?

Observem o que sucedeu na comunidade FRINDHORN na Escócia.

O que se pode dizer da forma dos devas?

Os devas possuem uma composição bem fluida e maleável, com possibilidade de expandir incrivelmente seus corpos de energia, assim como de compactá-los. Muitos videntes ao longo da História conhecida e desconhecida da humanidade já puderam visualizá-los diretamente. Porém, devemos alertar que muitos sensitivos sentiram-se perturbados com a imensa irradiação da luminosidade que se desprende da aura desses seres. Um bom preparo é fundamental nesse campo.

A visualização dos devas se constitui como a melhor forma de contato com os devas?

Não, como dissemos, os devas são parte integrante da natureza; eles e a natureza são Um. Portanto, a melhor forma de sintonizar um deva é o amor incondicional pela natureza. Devemos lembrar que o amor é o principal laço que une todos os seres do universo. Com amor, todas as portas se abrem e o contato se faz natural e espontaneamente. “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei” permanece sendo o grande pilar da missão cósmica dos seres humanos, e isso inclui seus irmãos humanos e seus irmãos do reino dévico.

Existe um número determinado de devas na natureza?

Esse número ainda não é perfeitamente conhecido de vós e nem há uma utilidade em se desvendar isso. Porém, na Teosofia costuma-se afirmar que esse número chega a 330 milhões.

Como os devas percebem a vida e as coisas?

A percepção dévica difere da humana, posto que são seres compostos de vibrações sutis, e dessa forma, são sensíveis a freqüências que são ainda inacessíveis, e por isso as desconheceis. Um bom exemplo dessa diferença se refere detecção das cores. Os devas são muito sensíveis as cores e aos sons, mas para eles as cores se apresentam como sons, e os sons como cores, ao contrário do reino humano. Em estados superiores de consciência, o ser humano também pode captar sons e suas respectivas cores e vice versa. Da mesma forma que alguns tipos de matéria emitem um cheiro que corresponde a sua constituição, ocorre algo similar com as cores e os sons. Cada som emite uma cor e cada cor emite um som. Isso já é conhecido há milênios pela tradição espiritual e as Ordens iniciáticas. Para os devas, não existem esses limites entre cor, som e vibrações diversas, tudo se interpenetra e vibra revelando uma natureza mais geral. Além disso, sua visão das coisas não se atenta aos detalhes; eles possuem uma visão de conjunto, uma consciência mais unificada da existência, ao contrário dos humanos que se atém ferrenhamente aos detalhes. O deva vê as partes em função do todo, o ser humano enxerga mais as partes, e por isso perde a noção do todo. O deva nunca toma a parte pelo todo, como é comum no reino humano.

Tendo em vista que os sons são captados com facilidade pelos devas, existem mantras que servem para comungar com eles?

Sim, há uma significativa quantidade de sons místicos específicos que servem para se estabelecer esse contato mais íntimo e direto. Nesse campo, o valor está na vibração do som e de sua capacidade de criar uma ressonância com a qualidade da energia em que o deva vibra regularmente.

É possível a comunicação com os devas através da telepatia?

Sem dúvida. Muitos indivíduos já o fizeram, desde épocas remotíssimas até os tempos atuais.

Podeis nos dar um exemplo de como os devas fazem a ponte de união entre as idéias arquetípicas e a formação do mundo físico juntamente com o veículo corpóreo dos seres vivos?

O conhecimento mais completo sobre a atuação dos devas na formação da matéria deve ainda permanecer oculto, sob o perigo de grandes catástrofes se abaterem sobre a humanidade, tal como dizia o mestre tibetano. Apenas os Mestres de mais alto grau podem ter acesso a esse conhecimento, e seus discípulos podem receber apenas algumas “pistas” gerais.

Dentro do processo gerador da vida humana no útero materno,por exemplo, há devas agindo e cumprindo a lei. Eles realizam a síntese entre a ideia-modelo arquetípica e o karma individual originário das vidas passadas do nascituro. Tanto o padrão cósmico humano será consagrado quanto o karma pessoal será incluído. Se o nascituro possui uma necessidade kármica de, por exemplo, nascer com o corpo físico defeituoso, em virtude das tarefas que precisa realizar, o deva lhe infunde a carga parcial do seu karma obedecendo também ao seu programa de vida, elaborado no plano sutil pré-nascimento.

O deva ativa a criação de um campo magnético em torno do nascituro, que servirá como esfera isolante contra influências estranhas. Aqui se realiza a harmonia entre a matéria do corpo físico e o seu meio externo. Logo após o deva inicia a construção da forma. Essa forma será o modelo organizador do crescimento do organismo, sempre obedecendo ao padrão etérico previamente estabelecido. Em linhas gerais, essas são as principais ações do devas nas construções das formas humanas na fase pré-natal.

Existe alguma classe de seres acima dos devas?

Sim, os avatares, as chamadas encarnações divinas dentro do Hinduísmo, são superiores aos devas, que lhe são subordinados. Os devas, por sua vez, são superiores aos elementais, que lhe são subordinados. Os avatares, seres humanos de altíssimo despertar espiritual, situam-se num nível de consciência acima do mais elevado reino dévico.

Podem os devas transferir-se ao reino humano e vice versa?

Sim, isso pode ocorrer, mas é raro. Os devas podem transferir-se para o reino humano e os homens podem renascer nos planos sutis como devas.

Autor: Hugo Lapa

quinta-feira, 1 de março de 2018

Corpo Mental


Publicado por Fatima dos Anjos em 25 fevereiro 2018 às 13:11 em O PODER DA MENTEBack to O PODER DA MENTE Discussions


"Esse corpo, de matéria mais fina do que a do astral, como a do astral é mais fina do que a do físico, é o corpo que responde com suas vibrações às mudanças do nosso pensamento. Cada mudança no pensamento produz uma vibração em nosso corpo mental e põe em atividade a matéria nervosa do nosso cérebro. Essa atividade nas células nervosas produz nelas muitas modificações elétricas e químicas, mas é a atividade do pensamento que causa isso e não as modificações que produzem o pensamento.



O corpo mental, como o astral, varia muito de pessoa para pessoa; ele é feito de matéria mais rústica ou mais fina, de acordo com as necessidades da consciência mais ou menos desenvolvida que esteja em conexão com ele. Nas pessoas cultas, ele é ativo e bem definido; nos não desenvolvidos é nublado e incipiente. Sua matéria, obtida no plano mental, é a do mundo celeste, e está em constante atividade, pois o homem pensa em sua consciência desperta quando está fora do corpo físico, no sono e depois da morte, e vive apenas em pensamento e emoção quando deixa para trás o mundo astral e passa para o céu. Sendo esse o corpo no qual longos séculos serão passados no mundo celeste, é evidente que será racional tentar aperfeiçoá-lo tanto quanto possível aqui. Os meios são o estudo, o pensamento, o exercício de boas emoções, a aspiração (prece) e o empenho em fazer o bem. E, acima de tudo, a prática regular e persistente da meditação. O uso desses recursos significará uma rápida evolução do corpo mental e um imenso enriquecimento da vida celeste. Maus pensamentos, de todos os tipos, poluem-no, prejudicam-no, e, se forem persistentes, irão tornar-se verdadeiras doenças e mutilações do corpo mental, incuráveis durante seu período de vida.



Assim são os três corpos mortais do homem: ele descarta o físico pela morte e, o astral, quando estiver pronto para entrar no mundo celeste. Quando terminar sua vida celeste, o seu corpo mental também se desintegrará e, então, ele será um Espírito, revestido de seus corpos imortais. Na descida para o renascimento, um novo corpo mental é formado, e também um novo corpo astral, de acordo com a personalidade de cada um. E ambos ligam-se ao seu corpo físico. E o homem entra, pelo nascimento, em um novo período de vida."



(Annie Besant - O Enigma da Vida - Ed. Pensamento)

sábado, 24 de fevereiro de 2018

O conto "João e o Sapo" e a relação com os chacras

“Um conto de fadas narrado oralmente é alimento para os nossos pensamentos, sentimentos, para o mundo imaginário dos sonhos. Os contos de fadas são uma porta de entrada para o mundo interior e suas imagens preenchem a alma.”

Gudrun Bötheführ (assistente social e psicoterapeuta alemã) descobriu que a maioria dos contos de fadas começam com a energia do primeiro chacra que está relacionado com a confiança primordial, existente no lugar protegido da casa ou do castelo. No desenrolar dos acontecimentos, o conto de fadas vai passando por todos os chacras, para terminar no sétimo, o chacra coronário. A coroação de fato acontece no final de muitos contos, (o herói recebe metade do reino ou é coroado rei ou casa com a princesa), mas significa também tornar-se rei no reino da própria vida. Assim um conto de fadas pode estimular e harmonizar os chacras, contribuindo para a saúde fisica e mental.

O CONTO “JOÃO E O SAPO” E SUAS RELAÇÕES COM OS CHACRAS

Era uma vez um João que era tão bobo, mas tão bobo, que o seu pai o botou para fora de casa e o enxotou do rancho. João correu e correu até chegar na praia, onde sentou na areia.

Um sapo emergiu das águas e disse: João, siga-me! – mas João não obedeceu. Somente depois da terceira ordem João levantou e seguiu o sapo para dentro da água onde teve que servir-lhe no castelo.

Um dia o sapo lhe disse: – Lute comigo! – E João lutou e lutou,e o sapo se transformou numa linda moça –o castelo com todos os seus jardins floridos transladou-se para o mundo terreno.

E João ficou esperto. Casou com a moça, ganhou o castelo, foi falar com o seu pai e depois herdou o rancho também.

ANÁLISE:

O trabalho chacrático de Gudrun Bötheführ, relaciona cada passo do herói com os sete chacras principais, vejam:

O primeiro Chacra, que influencia a confiança primordial que temos na vida, encontra-se sempre na situação inicial do conto, em que tudo parece estar bem, é o ponto de partida do herói, podemos relacioná-lo tambem com o começo da nossa vida, espcialmente o primeiro setenio. Neste conto tomamos a frase: era uma vez um João, nome simples, do povo, e como diz que era “um” João, vale para era uma vez um alguem, cada um de nós é um alguem. Imaginamos que João tem pais, mora num lugar com eles, tem um chão para começar a vida.

Mas rapidamente o conto muda de animo, o João era tão bobo que o seu pai o enxotou do rancho. O segundo Chacra é ligado ao movimento, e tem a ver com o segundo setenio, quando a criança começa a sair de casa para aprender a conhecer o mundo de fora, a escola por exemplo. Normalmente o movimento acontece quando algo faz falta, e está claro que o problema é que a João lhe falta inteligencia ou sensatez. Ao observar bem a situação percebemos tambem que falta o elemento feminino, pois não se menciona uma mãe ou avó. E João corre e corre até chegar à praia onde senta, por não saber como continuar.

Surge outro elemento, um sapo, e agora é a vez do terceiro Chacra se manifestar, pois tem a ver com a nossa própria força, o nosso potencial, que aparece como um ser que vai nos ajudar a seguir adiante. Parece que João a princípio não entende ou não quer entender a oportunidade que se está apresentando para continuar a sua caminhada. E não é assim conosco?: que muitas vezes não acreditamos em nós mesmos, nem sabemos do que somos capazes, há uma tendencia a se minorizar e desistir diante de desafios. Criamos coragem apenas depois que o conjuge e o melhor amigo e o terapeuta nos deram vários empurrões. João levanta e segue o sapo depois da terceira ordem. Lembrem-se de como foi a nossa vida no terceiro setenio….e observem hoje os filhos adolescentes! O sapo é o ajudante, o elemento que nos ajuda a não estacar.

O quarto Chacra é o Chacra cardíaco, é o coração, o nosso centro, e no conto se apresenta como a prova, a pergunta essencial: quem é voce, do que é capaz? Como reage quando tem que lutar, quando tem que obedecer, quando tem que suportar? Ah, o nosso João faz tudo isso: obedece, trabalha servindo, luta, persiste e consegue vencer o ser mágico que havia exercido todo o seu poder sobre ele. Parece que João adquiriu força, habilidade e confiança em si. João tornou-se adulto, entrou no quarto setenio de vida.

Com isso ele desencanta todo aquele mundo subaquático, e já estamos no quinto Chacra, cujo elemento anímico-espiritual é a verdade. O quinto Chacra se manifesta nos contos sempre naquele momento em que o feitiço se desfaz e os seres mostram a sua verdadeira aparencia. O sapo se torna uma linda moça, o castelo com todos os seus jardins torna-se realidade no mundo terreno.

Com a próxima frase do conto chegamos ao sexto Chacra, aquele do terceiro olho, que tem a ver com sabedoria e intuição: diz que João ficou esperto, quer dizer, aprendeu a lidar com a vida (o conto diz “esperto”, pois inteligencia teria outra conotação bem diferente).

O Chacra coronário, o sétimo, tem a ver com a unidade, a totalidade, que se manifesta muitas vezes na coroação do herói, no casamento ou na volta para casa. João casa com a moça, isto é, encontra o elemento feminino na sua vida. Depois fala com o pai, quer dizer, voltou para casa e encontrou uma ligação com a sua origem e com a sabedoria ancestral, e herda o castelo e o rancho, tornando-se um rei na própria vida.

Digo-lhes, um conto minúsculo e tão completo!

Karin Elisabeth Ulex

Biblioteca Virtual de Antroposofia

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Ânima e animus no conto Chapeuzinho Vermelho

Chapeuzinho Vermelho é um conto de fadas clássico, original do século XIV. Esse conto sofreu inúmeras adaptações, mudanças e releituras, tornando-se parte da cultura popular mundial, e uma das fábulas mais conhecidas de todos os tempos.

A versão impressa mais antiga é a de Charles Perrault. A versão de Perrault retrata uma “moça jovem, atraente e bem educada”, que ao sair de sua aldeia é enganada pelo lobo, que come a avó e arma uma armadilha para a menina que também termina sendo devorada, sem final feliz. Essa versão foi escrita para a corte do rei Louis XIV, no final do século 17, e pretendia levar uma moral as mulheres para perceberem os avanços de maus pretendentes e sedutores.

A versão mais conhecida do conto é a dos irmãos Grimm, onde no final aparece a figura do caçador que abre a barriga do lobo e salva a avó e a menina.

No começo do conto de fadas de Chapeuzinho Vermelho, temos apenas três personagens: a mãe, a menina e a avó. Ou seja, apenas elementos femininos. O pai não é citado, podemos supor então que ele é ausente. Portanto, há um desequilíbrio entre as forças femininas e masculinas.

Podemos ainda supor que o elemento masculino é desprezado e desvalorizado. E essa desvalorização é herdada como uma maldição familiar. Foi algo aprendido, inconscientemente pela via familiar, já que no contexto se encontram mãe, avó e filha.

A família de Chapeuzinho vive em um contexto puramente matriarcal e o animus desvalorizado se torna perigoso ao emergir na consciência dessas mulheres. O lobo, então, passa a representar esse masculino desvalorizado e perigoso. E ele apresenta um aspecto de perigo por ser indiferenciado, e por isso permanece em um estado primitivo e animalesco.

É interessante observar que no dinamismo familiar de Chapeuzinho, o masculino é tido como devorador, o qual a mulher precisa aprender a se defender. Nessa família, entregar o coração a um homem pode ser perigoso.

Mas como o conto nos sugere, Chapeuzinho busca romper com essa tradição passada através de sua avó. De certa forma, Chapeuzinho, inconscientemente desejou a morte da avó, pois ela ingenuamente indica ao lobo o caminho da casa dela. Essa morte na verdade é simbólica, não é a avó verdadeira que deve morrer, mas as tradições passadas por esse feminino ancestral que sustenta uma imagem do masculino perigosa.

Existem muitas interpretações referindo que Chapeuzinho está entrando na puberdade. O que parece correto.

Nesse estágio, a menina quer ter contato com o mundo externo, sua libido (representada pela cor vermelha) a impulsiona ao encontro com o outro, o masculino. E para isso ela deve deixar a proteção do lar e romper com tradições, mas primeiramente ela precisa empreender uma jornada para seu mundo interior e entrar em contato justamente com esse feminino ancestral representado pela avó. Conhecendo suas raízes mais profundas ela pode iniciar uma transformação.

Adentrar a floresta é um ritual de iniciação. A menina entra nos domínios do inconsciente. Faz parte da iniciação feminina entrar em contato com a Grande Mãe de forma a criar uma identificação para o seu ego em formação.

Mas ao chegar à casa da avó, a encontra devorada pelo lobo. A avó está tomada pelo animus em julgamentos depreciativos, rigorosos e estéreis.

A menina então sem conseguir afirmar sua individualidade também é engolida por esse masculino devorador. Ou seja, ela é contaminada pelas opiniões da avó a respeito da vida e dos relacionamentos. Pode acontecer nesse estágio da menina, passar por uma experiência infeliz no campo amoroso e generalizar (atitude habitual do animus negativo) essa experiência.

A redenção de Chapeuzinho e de seu feminino ancestral se dá por meio do caçador. O caçador representa o animus mais humanizado, ele abre a barriga do lobo, que estava dormindo, com um machado. Ou seja, ele possui a capacidade de discriminação, a capacidade de distinguir o que é da esfera do feminino e o que é da esfera do masculino. Ele tira Chapeuzinho da inconsciência, lhe dando a capacidade de distinguir o que é bom e ruim para ela e o que é dela e o que é do seu feminino ancestral.

Hellen Reis Mourao

domingo, 18 de fevereiro de 2018

O seu corpo está em Você

Publicado por Fatima dos Anjos em 17 fevereiro 2018 às 20:19 em MENSAGENS DOS MESTRESBack to MENSAGENS DOS MESTRES Discussions


O SEU CORPO ESTÁ EM VOCÊ

Mensagem do Grupo Arcturiano através de Marilyn Rafaelle

11 de fevereiro de 2018

Queridos, viemos com amor e apoio para ajudá-lo a entender melhor o que significa ser espiritual ao ter experiências humanas. Saiba que se você ressoar com essas mensagens, você fez o trabalho preparatório ao longo da vida e alcançou um estado de consciência propício para mais.



Vocês experimentaram muitas vidas curtas e dificultosas, bem como vidas longas e felizes com objetivo de experimentar, aprender e expandir. Vocês tiveram todas as cores da pele, tanto no sexo masculino quanto feminino, foram guerreiros e sacerdotisas, e fizeram coisas que agora vocês achariam absurdas. Isso ocorre porque você teve que experimentar todos os aspectos da vida na energia da separação para evoluir além dela.



Chega um momento em cada jornada espiritual onde já não há necessidade de luta intensa e dificuldades. Estas são muitas vezes as ferramentas de aprendizado necessárias para aqueles que ainda estão mergulhados na energia tridimensional, mas a maioria de vocês tem ou está em processo de graduação para além da necessidade dessas experiências. A jornada se tornou sobre viver e SER esse estado de consciência que você trabalhou tão duro para alcançar.



Viver a partir da verdade universal, não é algo inatingível e distante, não é algo que só é possível para os "santos" dos antigos tempos ou para aqueles que estão dispostos a sacrificar tudo que é "humano". Esses conceitos de espiritualidade representam ensinamentos obsoletos que diziam que o mundo espiritual é separado do mundo comum. Eles não são, nunca foram e nem nunca poderão ser separados, queridos. Não existe tal música, lugares, atividades ou pessoas, etc… Sendo "profanos" enquanto (de acordo com o estado de consciência daqueles que ensinam esses conceitos), um grupo seleto de outras coisas são “sagrados” ou “divinos”. Há apenas UM e é aquele que se expressa perfeitamente em infinitas formas e variedades em todos os momentos. No entanto, as falsas interpretações dessas expressões sagradas e perfeitas sempre parecerão menos do que inteiras, manifestando-se nas formas de bem e mal até que a consciência universal não contenha mais a crença da dualidade e separação. Não há consciência não expressa.



O mundo não é uma ilusão como muitos ensinamentos sugerem, mas são as interpretações condicionadas do mundo que constituem a ilusão. Você está pronto para abrir seus olhos e enxergar tudo, não apenas certas coisas, como as consideradas espirituais. É hora de remover quaisquer etiquetas (rótulos) restantes. Você está pronto.



Tudo o que é visto, ouvido, saboreado, tocado ou cheirado, existe apenas porque existe uma realidade espiritual que o sustenta, caso contrário não existiria, porque a consciência divina é tudo o que existe - do que seria feito? O que a humanidade em geral vê e experimenta são interpretações mentais das realidades espirituais, conceitos que se manifestam de acordo com o estado de consciência de grupos e indivíduos específicos. A natureza Omnipresente, Omnipotente e Omnisciente da Consciência Divina é e continuará para sempre em expressão e expansão. É tudo o que existe. Se os olhos humanos pudessem ver árvores, flores, plantas, etc., na sua forma pura, eles veriam um fluxo de luz, beleza, movimento e conexão, bem como os reinos de fadas que os protegem amorosamente.



A Ideia Divina que sustenta aviões, trens, automóveis e todas as formas de transporte é a Omnipresença expressando em formas compatíveis com o nível de conscientização da humanidade que, através da evolução, passou de caminhar, para cavalos, carroças e assim em diante.



O lar em sua forma real, é a Consciência - a verdadeira casa de todos os seres. Se uma pessoa que está à procura de uma casa no “sentido cotidiano”, entrar no LAR interno antes de procurar uma casa no mundo “externo” trará a percepção de que ela nunca esteve separada de sua única e perfeita casa, a consciência, e assim logo achará sua casa “perfeita” se manifestando na tridimensionalidade.



O sentido tridimensional do casamento e do relacionamento comprometido é, na realidade, uma interpretação tridimensional do casamento místico - o alinhamento perfeito e a integração das energias masculinas e femininas dentro de uma alma evoluída que resulta em um “novo” ser desperto e consciente da consciência universal (Ascensão).



Comece a entender todos os aspectos da vida diária de acordo com sua realidade mais profunda. É assim que você reinterpreta aparências. Ao fazer isso, você começará a experimentar grande parte do "ordinário" em formas superiores e ressonantes para VOCÊ. Suas manifestações expressam sua consciência, esteja ciente das crenças que você está mantendo como verdade. Na realidade, não há vítimas, apenas pessoas hipnotizadas e criando, assim, crenças desalinhadas individuais e coletivas.



À medida que alcança um estado de consciência mais expandido, torna-se mais fácil reconhecer e ver o componente espiritual das coisas. À medida que sua energia aumenta em uma ressonância sempre mais sutil, torna-se mais fácil se comunicar com seus guias e seres de dimensões superiores, pois você está em alinhamento com as frequências mais sutis. A visão interna não está disponível para aqueles que ressoam principalmente com a densidade do mundo tridimensional simplesmente porque sua energia não se alinha (Ressoa) com frequências dimensionais maiores.



VOCÊ É A CONSCIÊNCIA E NÃO ESTÁ AGORA E NUNCA ESTEVE DENTRO DE UM CORPO FÍSICO. O SEU CORPO ESTÁ EM VOCÊ - ESTÁ NA SUA CONSCIÊNCIA.



Você criou seu corpo de acordo com suas necessidades e ele existe gerenciado pelo seu estado de consciência. À medida que você começa a entender isso, você começará a reprogramar o “poder” sobre você no corpo físico sabendo que qualquer que seja a “Verdade” que rege o corpo físico é apenas o reflexo do seu estado de consciência atual. “O que estou mantendo na consciência como crença, poder, verdade, realidade?”



Isso não quer dizer que aqueles com problemas físicos tenham fracassado de alguma forma. Muitos fatores entram nessas situações, tornando cada pessoa única às necessidades e escolhas da alma. Alguns escolhem um corpo deformado ou doente porque é necessário para aprender sobre algo ou aprender sobre aqueles que os rodeiam. Muitos neste momento estão enfrentando problemas físicos que são remanescentes de uma memória celular antiga. Nota do tradutor: (VEJA TAMBÉM esta mensagem de Kryon: https://www.youtube.com/watch?v=2GCfaSU1pK8&t=21s) Outros podem decidir ir para casa e escolher para si próprios (geralmente em um nível inconsciente mais profundo) alguma condição "incurável" para deixar o planeta. Até certo ponto da evolução, o karma também pode ser compreendido através da percepção de que não é um castigo, mas sim um equilíbrio de energia.



A VERDADE vivida e a meditação são os melhores tratamentos de beleza e de saúde que você pode dar ao seu eu físico. Você ainda está dando o poder da realidade às crenças em doenças, idade, deterioração? Muitos também nem percebem que estes são APENAS conceitos. Faça estas perguntas: “O que estou segurando na minha consciência como uma verdade, uma realidade?” É necessário reconhecer o que você ainda mantém como CRENÇA se você é comprometido com a sua evolução espiritual. Não há consciência não manifestada.



Seu corpo é fiel às suas crenças sobre o corpo. Vocês são criadores, nunca esqueçam disso. À medida que as energias da Luz se tornam mais intensas na Terra, suas criações se manifestam mais rapidamente. É por isso que é tão importante examinar honestamente o seu sistema de crenças agora, e não em uma data posterior, quando você acha que estará mais pronto.



Você não precisa negar alguma cena externa, afastando-se e gritando que tudo é ilusão, é preferível que você simplesmente deixe de dar poder a essas coisas. Existe e sempre foi apenas um Poder, e esse Poder não é um poder sobre qualquer coisa, é simplesmente porque é tudo o que é - para sempre e infinitamente se expressando.



Retirar o poder de certas pessoas, lugares ou coisas é difícil no início, especialmente com a sensação de tantos poderes aparentes que estão sendo expostos na Terra, mas você apenas é solicitado a viver no seu estado de consciência mais alto, o que permite o desdobrar mais profundo.



Nunca acredite que você não pode assinar uma petição ou tomar algumas ações que você possa ser orientado a tomar. Faça o que você é levado a fazer, mas faça essas coisas com uma compreensão da imagem maior (o que está além da superfície) ao reconhecer a realidade subjacente e as falsas crenças manifestando-se como a aparência. É assim que você mora no mundo, mas não “faz parte dele”. É assim que você se torna uma pessoa com a capacidade de ajudar os outros a ver e entregar Luz à consciência mundial.



Você começará a reconhecer a Luz atrás dos olhos de todos a sua volta e sentirá uma conexão mais profunda com pessoas, animais e todas as formas de vida. Torna-se natural se comunicar com árvores e plantas, juntamente com a percepção (Despertar) dos espíritos da alta natureza ressonante que os cercam mesmo se você os vê ou não com seus olhos humanos. Você se torna consciente dos Elementais como energia viva. Evolua um senso de amor e união irresistível com todas as coisas que você não mais luta para experimentar, porque é apenas quem você é.



Este é um mundo muito diferente do que os seres humanos foram programados para acreditar ser a realidade. Se você é atraído e compreende as verdades mais profundas, então você evoluiu o suficiente para integrar e viver. Compreenda que você escolheu estar aqui neste momento para completar suas próprias lições e, em seguida, ajudar Gaia e outros no processo de ascensão.



Na realidade, todos já são a expressão perfeita da consciência divina, mas para quem escolheu viver em energia de terceira dimensão, onde existe espaço e tempo, a aprendizagem e o despertar evolutivo é um processo gradual. Muitos de vocês vieram à terra há muito tempo de outros planetas evoluídos para ajudar a humanidade, mas ao longo do caminho, acumularam suas próprias experiências densas que agora estão sendo iluminadas.



A terceira dimensão traz um véu de esquecimento que faz com que quase todos se esqueçam por que eles vieram para a terra, mas todas as pessoas estão conscientes disso antes de encarnar. Mesmo assim, você sabia que você era forte o suficiente para se lembrar do lugar que você "deixou", rapidamente mudando-se através da acumulação de memória celular antiga e obsoleta, e ser um estado de consciência capaz de ajudar Gaia e seu povo neste momento. A crescente luz do mundo está fazendo com que o véu se dilua.



Permanecer no linear e confortável (velha energia), não mais parece atraente para a maioria de vocês, pois vocês não estão mais alinhados com aquilo que parece estático.



Toda alma experimenta um profundo anseio interno para mais, embora a maioria não entenda o que é que eles desejam. Os desejos não despertados cumprem esse anseio através da obtenção de dinheiro, sucesso, sexo, beleza, parceiro certo e poder sobre os outros, mas, uma vez que essas coisas são alcançadas, descobrem que nenhum deles preenche o vazio interno.



As pessoas, os lugares ou as coisas no exterior nunca poderão trazer a sensação de integridade e completude daquilo que toda alma tem fome, porque o que eles inconscientemente procuram é o anseio da alma de se reconectar conscientemente com o seu verdadeiro EU - um anseio apenas satisfeito quando a Unidade consciente com a Fonte é realizada.



Você está se movendo para isso agora. Você está pronto para abraçar, viver e ser quem e o que você é. Você está pronto - sem desculpas, falsa modéstia, dúvida, hesitação, procrastinação, mais estudos, mais aulas, etc., etc. VOCÊ ESTÁ PRONTO.



Nós somos o Grupo Arcturiano.



Marilyn Rafaelle

Fonte: http://www.onenessofall.com/



Tradução: Sementes das Estrelas / Walter Neto